Sunlight at Winter

Thursday, July 20, 2006

Amike

Ao olhar desconhecido que reconhecemos na multidão,
À memória suave de um anjo incomum:
Estamos tão perdidos nessa impiedosa imensidão
e uns aos outros estendemos os braços,
atamos laços e nos damos as mãos,
e nos alçamos ao desconhecido vento,
Com algum tipo de certeza incerta
(daquela que professam os loucos,
os anjos e os profetas; enfim, os poetas)
de que existe a chance de que, se saltamos juntos
Faremos novo mundo e viraremos tufão...

Encontro, espero, e escuto então
o novo som da tua velha voz
Que mesmo distante, jamais é ausente
Permanece viva e eloquente
em sereno canto que encanta meu coração.

2 Comments:

Anonymous Kaori said...

Belíssima poesia. Principalmente a primeira estrofe. É engraçado, mas eu não consigo conectar a primeira com a segunda. Para mim, parecem de poemas diferentes.

8:59 AM  
Anonymous Kaori said...

Belíssima poesia. Principalmente a primeira estrofe. É engraçado, mas eu não consigo conectar a primeira com a segunda. Para mim, parecem de poemas diferentes.

9:06 AM  

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